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| As estações do Ano no Pólo Norte |
| 21 de Março - equinócio da Primavera |
| 21 de Junho - solstício do Verão |
| 23 de Setembro - equinócio do Outono |
| 21 de Dezembro - solstício do Inverno |
| Estatísticas vitais do planeta Terra |
| Idade: |
Cerca de 4600 milhões de anos |
| Diâmetro: |
De pólo a pólo através do centro da Terra, 12.700Km;
no equador, através do centro da Terra, 12.760Km |
| Circunferência: |
Em volta dos pólos, 40.000Km; em volta do equador, 40.070Km |
| Área: |
Terrestre, 148.800.000Km2 = 29%; marítima, 361.300.000Km2
= 71% |
| Volume dos oceanos: |
1.321 milhões de Km3 |
| Altura média das terras: |
840m |
| Profundidade média dos oceanos: |
3.795m |
A Terra é um dos oito planetas que giram em volta do Sol (Plutão deixou de ser
classificado como planeta). É o único com abundância de água e uma
atmosfera contendo oxigénio, duas das coisas necessárias para a vida. Os dois
principais gases da atmosfera são o azoto (78%) e o oxigénio (21%). Há
também uma cada vez maior proporção de dióxido de carbono e pequenas
quantidades de outros gases, vapor de água, poeira e particulas de sal.
A vida na Terra pode ter começado há 3.500 milhões de anos, mas as abundantes formas de vida que
hoje existem só apareceram há cerca de 600 milhões de anos, ou seja, menos de um
oitavo da idade da Terra. Durante este período foram muitas as espécies (tipos) de animais e plantas
que surgiram e depois desapareceram.
Apesar de os continentes parecerem terem estado sempre onde agora os vemos, tal não é verdade.
Há milhões de anos atrás, todos os continentes faziam parte de um supercontinente conhecido por Pangaea.
Há cerca de 200 milhões de anos esse supercontinente começou a partir-se, e os continentes separados foram-se
deslocando para onde agora de encontram. A este processo dá-se o nome
de
deriva dos continentes.
Os continentes continuam em movimento. O oceano Atlântico, por exemplo, torna-se todos os anos cinco centímetros
mais largo, pois a América afasta-se para oeste.
Os continentes repousam sobre placas. Há cerca de vinte placas cobrindo toda a superfície da crosta
terrestre. Há locais onde há formação de placa, por exemplo no fundo dos oceanos.
Quando as placas se deslocam, algumas delas embatem noutras. Estas colisões têm lugar muito devagar.
Algumas vezes provocam o aparecimento de montanhas, como é o caso das cordilheiras do Norte e do Sul da América
e dos Himalaias, na Ásia. Nesses locais uma das placas pode deslizar para debaixo da outra. Noutros locais podem
deslizar uma de encontro à outra. Um dos locais onde isso acontece é na falha de Santo André, na
Califórnia. As placas não se deslocam suavemente, mas aos safanões. Quando se dá um desses
safanões, temos um sismo.
São muitos os factores que influenciam o clima e o tempo da Terra. De tempos a tempos, grandes zonas da
superfície da Terra ficam cobertas de gelo. Os cientistas pensam que estas Idades dos Gelos - também
chamadas períodos glaciais - ocorrem com intervalos de poucos milhões de anos. Encontramo-nos agora num dos
períodos mais quentes, denominados interglaciais. Durante as Idades dos Gelos há tanta água do mar sob
a forma de gelos que o nível dos mares desce. Foi por esse motivo que outrora existiu uma ligação
por terra entre o Alasca e a Sibéria e outra entre a Inglaterra e a Europa continental.
A última Idade dos Gelos durou até há cerca de dez mil anos.